Escrito por: Murilo Oliveira, Sócio, igc partners (https://www.linkedin.com/in/murilo-capellini-carvalho-de-oliveira-702844a1)
Principais lições deste artigo
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Empresas familiares precisam de capital para crescer, alongar dívidas ou preparar a sucessão, e o medo de perder o controle costuma ser o principal obstáculo.
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O mercado de capitais brasileiro está em alta e oferece instrumentos como debêntures, FIDCs e CRIs que permitem captar sem diluir o controle.
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A preparação antecipada, com diagnóstico, organização financeira e governança, é o fator que mais determina o sucesso de uma captação.
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A escolha entre dívida e equity depende de quatro pontos: uso do recurso, prazo, garantias e apetite por compartilhar decisões.
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Para estruturar o melhor caminho de captação sem perder o controle, converse com a igc partners.
Panorama do mercado de capital para empresas familiares em 2026
O ecossistema de capital disponível para empresas familiares brasileiras está mais amplo e diversificado. Bancos, fundos de crédito, gestoras, securitizadoras e fundos soberanos sempre existiram. A grande mudança recente foi a entrada de family offices, fundos de private equity, venture capital e search funds. Juntos, esses agentes formam um universo de contrapartes que, até poucos anos atrás, estava praticamente fechado para o middle market brasileiro.
A descida dos instrumentos de mercado de capitais para o segmento de médias empresas é a transformação mais relevante. O mercado de capitais brasileiro movimentou R$ 361,8 bilhões em ofertas domésticas no primeiro semestre de 2026, o maior volume já registrado para um primeiro semestre na série histórica da Anbima. Debêntures, FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), notas comerciais, CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) respondem pela maior parte desse volume.
O crescimento dos FIDCs é um sinal claro dessa mudança. O patrimônio líquido dos FIDCs saiu de R$ 376 bilhões em julho de 2023 para R$ 867 bilhões em abril de 2026, mais que o dobro em menos de três anos. A Resolução CVM 175 abriu as cotas desses fundos ao investidor comum, ampliando a base de capital disponível e tornando o instrumento acessível a empresas de médio porte com carteiras de recebíveis de qualidade.

No lado do equity, o cenário está mais seletivo. Segundo dados da Abvcap elaborados pela TTR Data, o volume divulgado de investimentos de private equity no Brasil caiu 94% no primeiro semestre de 2026. Foram cerca de R$ 900 milhões, ante R$ 13,9 bilhões no mesmo período de 2025. Mesmo assim, fundos estrangeiros de private equity e venture capital aumentaram em 31% os investimentos em empresas brasileiras em 2026, no acumulado do ano. O capital internacional segue ativo, mesmo com o mercado doméstico mais restritivo.
Três tendências se destacam para o empreendedor ou a empreendedora familiar. A primeira é a entrada de capital estrangeiro como força estrutural, com mais de 50% das transações da igc envolvendo players internacionais. A segunda é o amadurecimento dos search funds no Brasil, com 2025 registrando cinco saídas relevantes nesse segmento. A terceira é a sucessão familiar como motivação frequente para a captação, seja pela ausência de herdeiros dispostos a assumir, seja pelo desejo dos fundadores de transformar parte do patrimônio em liquidez.

Com esse universo de capital disponível, a pergunta deixa de ser se há recursos e passa a ser por qual caminho acessá-los.
Dívida ou equity? Entendendo os caminhos da captação
Captação de recursos para empresas familiares significa obter capital para financiar crescimento, alongar dívidas, profissionalizar a gestão ou dar liquidez aos sócios, por meio de dívida ou de equity, isto é, participação societária.
A diferença entre os dois caminhos é direta. Na dívida, a empresa se compromete a pagar juros e principal em um prazo definido e preserva a participação dos sócios. No equity, entra um novo sócio, ocorre diluição da participação e as decisões passam a ser compartilhadas. A escolha entre dívida e equity depende do objetivo da família e das condições da empresa.
A tabela abaixo compara os instrumentos em quatro dimensões. Repare na coluna de diluição: todos os instrumentos de dívida preservam o controle integral, e a diluição só aparece quando entra um sócio no capital.
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Instrumento |
Diluição do controle |
Complexidade |
Garantias típicas |
|---|---|---|---|
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Nenhuma |
Baixa |
Reais ou fidejussórias, frequentemente com aval pessoal dos sócios |
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Nenhuma |
Média |
Real ou fidejussória, negociada caso a caso |
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Nenhuma, com possibilidade de o sócio assumir cota subordinada |
Alta |
Carteira de recebíveis pulverizada |
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Sócio minoritário / recapitalização |
Parcial, com fundador mantendo controle |
Alta |
Não aplicável |
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Private equity com troca de controle |
Total ou majoritária |
Muito alta |
Não aplicável |
Os principais caminhos de captação, com seus impactos para a família, são:
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Crédito bancário tradicional: tem taxa definida e garantias exigidas, frequentemente com aval pessoal dos sócios. Não dilui, mas costuma ser caro e pouco flexível. Com o spread bancário atingindo 22,6 pontos percentuais em abril de 2026, o custo do crédito de prateleira nunca foi tão alto.
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Crédito estruturado via mercado de capitais: CRI, CRA, debênture, nota comercial e FIDC são desenhados caso a caso e não diluem os sócios. No FIDC, o empreendedor ou a empreendedora pode assumir a cota subordinada, que absorve o primeiro risco da carteira, e capturar parte da receita financeira que antes ficava inteira com o banco.
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Private equity: fundo entra no capital, aporta governança e recursos para crescimento. Pode envolver ou não troca de controle, conforme a estrutura negociada.
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Sócio minoritário estratégico: investidor aporta capital e conhecimento sem assumir o comando. O fundador mantém o controle operacional e estratégico.
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Recapitalização: sócio financeiro ou estratégico entra sem assumir o controle e permite liquidez parcial aos fundadores, que seguem na gestão.
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Venda parcial com troca de controle: comprador se torna majoritário e a família mantém participação. A operação pode incluir earn-out, mecanismo em que parte do preço é paga no futuro, condicionada ao desempenho da empresa. Esse modelo favorece o fundador que deseja continuar na empresa e capturar o crescimento projetado junto com a companhia, desde que uma parcela relevante do valor seja recebida à vista.
A escolha entre esses caminhos depende de quatro perguntas fundamentais: qual é o uso do recurso, em quanto tempo ele precisa estar disponível, que garantia livre existe e qual é o apetite da família por compartilhar o controle.
Quer entender qual instrumento faz sentido para a sua empresa? Comece uma conversa com a igc.
O roteiro da preparação: como se organizar antes de ir a mercado
A preparação antes da abordagem ao mercado define o poder de negociação da família. Uma empresa que vai a mercado despreparada entrega ao investidor ou ao credor o argumento para reduzir o preço ou impor condições desfavoráveis. O roteiro, porém, não é o mesmo para dívida e para equity: cada caminho exige um tipo de organização, um conjunto de documentos e um interlocutor diferente.
Na igc, o processo de assessoria sell-side, isto é, do lado de quem vende ou capta, segue uma sequência estruturada em etapas validadas pelo cliente. De forma resumida, o processo inclui:
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Diagnóstico (dívida e equity): entender a situação atual da empresa, o objetivo da família e o que precisa ser organizado antes de qualquer abordagem ao mercado.
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Preparação (dívida e equity, com escopos diferentes): organizar informações financeiras, pendências societárias, contingências e governança. Na igc, essa fase dura de 2 a 4 meses e acontece sob sigilo. Nenhum comprador ou investidor é contatado nesse período. Quando o perfil da empresa pede, a equipe realiza uma pré-diligência para levantar pontos de atenção antes de expor a companhia ao mercado. Juliano Cornacchia, da Vórtx, descreveu o efeito dessa etapa: “Um ano e meio depois de fazer um round sozinho, com a igc conseguimos um valuation seis vezes maior. A diferença veio da estrutura, do preparo e do jeito certo de contar nossa história.”
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Definição do caminho (dívida e equity): com base no objetivo da família, escolher entre dívida e equity e o instrumento mais adequado.
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Abordagem ao mercado (dívida e equity, com formatos diferentes): no caso de equity, a equipe faz a aproximação por meio de teaser anônimo, acordo de confidencialidade, apresentações para potenciais investidores e data room, que é o repositório de documentos para análise. No caso de dívida, a igc conduz um processo competitivo entre investidores de crédito.
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Negociação (dívida e equity, com objetos diferentes): no equity, discutir não só o preço, mas a estrutura inteira, como parcela à vista, earn-out, garantias e covenants, que são cláusulas de proteção ao credor, para chegar à melhor estrutura do deal alinhada com os objetivos da família. No caso de dívida, a negociação se concentra em custo, prazo, garantias e covenants, sem preço de empresa nem earn-out.
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Due diligence e contratos (dívida e equity, com escopos diferentes): o comprador ou investidor contrata a diligência, e a igc acompanha o processo e defende a tese do cliente. Em seguida, ocorre a negociação dos contratos definitivos, a assinatura, chamada de signing, e o fechamento, chamado de closing.
Na captação de dívida, a preparação é mais curta e concentrada em crédito. O trabalho central é organizar a carteira de recebíveis ou o fluxo de caixa que vai lastrear a operação, montar a projeção de pagamento, mapear as garantias disponíveis e revisar as obrigações financeiras já existentes. O investidor de crédito analisa capacidade de pagamento, cobertura de garantias e histórico de adimplência, não a tese de crescimento da companhia. Por isso, a due diligence de vendor não é realizada em todos os casos de assessoria: ela é feita apenas quando necessário, conforme o instrumento e o perfil do investidor.
Na captação de equity, a preparação é mais longa e voltada para a história do negócio. O foco está em organizar a informação financeira em padrão auditável, resolver pendências societárias e contingências, estruturar a governança e construir a tese que explica o potencial de crescimento. O investidor de equity analisa mercado, posicionamento, time executivo e plano de crescimento, e a due diligence de vendor costuma ser parte do processo.
Um processo bem conduzido de venda de empresa, ou M&A, leva pelo menos nove meses, sendo de dois a quatro meses apenas de preparação. Quem começa a se organizar no dia em que o comprador liga negocia sem preparo, sem parâmetro e sob o relógio do outro lado.

O tema de valuation, isto é, avaliação de valor da empresa, exige atenção. Os três métodos principais, fluxo de caixa descontado, múltiplos de companhias comparáveis e múltiplos de transações comparáveis, produzem um valor indicativo, não um número exato. O que realmente move o valor para cima é a competição entre compradores qualificados e as alavancas de valor identificadas na companhia. Um bom assessor não discute apenas o múltiplo frio. Ele constrói o processo que faz o preço superar essa discussão. E a base que sustenta esse processo é a governança.

Governança e sucessão: a base para uma captação bem-sucedida
Governança corporativa em empresas familiares é o conjunto de práticas que separa propriedade de gestão, define papéis de sócios, conselho e diretoria, organiza a prestação de contas e reduz a confusão entre patrimônio pessoal e empresarial. Essa estrutura dá previsibilidade a investidores e bancos, mas o peso dela muda conforme o caminho escolhido.
Na dívida, a governança pesa de forma indireta. O credor olha primeiro para a capacidade de pagamento, as garantias e o histórico financeiro da empresa. Uma gestão organizada e uma prestação de contas confiável reduzem o risco percebido e melhoram as condições da operação, mas não substituem o lastro nem a garantia. O que a governança faz, nesse caso, é evitar que a operação seja precificada como se a empresa fosse mais arriscada do que é.
No equity, a governança é parte central da avaliação. O investidor compra uma sociedade e precisa de regras claras sobre quem decide, como o capital é remunerado e como os sócios saem. Sem essa estrutura, a discussão de valor trava antes mesmo de chegar ao múltiplo.
Pesquisas do IBGC, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, mostram que apenas 27,6% das empresas familiares brasileiras têm planos de sucessão para cargos-chave, e mesmo entre as maiores o percentual não chega a 40%.
A ausência de governança tem impacto direto na captação. Empresas familiares com sucessão mal estruturada tendem a sofrer pressão no múltiplo oferecido em M&A. É comum que compradores exijam earn-outs mais longos, cláusulas de permanência mais rígidas e mecanismos adicionais de retenção dos fundadores. No pior cenário, a falta de alinhamento entre os sócios inviabiliza a transação justamente quando o mercado já teve acesso às fragilidades da empresa.
A sucessão empresarial, que é a transição do comando da empresa para a próxima geração ou para um gestor profissional, é um dos gatilhos mais frequentes que a igc encontra. Isso porque filhos que não desejam ou não têm perfil para assumir, herdeiros com projetos próprios e fundadores com o patrimônio concentrado numa única empresa acabam vendo na captação ou na venda uma alternativa estratégica, e não uma derrota.

A transparência financeira, isto é, a apresentação de informações claras e confiáveis, é um dos principais fatores que influenciam a percepção de credibilidade de uma empresa familiar no mercado. Ela facilita o acesso a crédito e a atração de parceiros. Governança e um plano de sucessão claro reduzem o risco percebido por investidores e, como consequência, o custo do capital.
A confusão entre patrimônio familiar e capital da empresa é um dos conflitos mais silenciosos e destrutivos de margem em empresas familiares. Retiradas informais, despesas pessoais lançadas como custo operacional e imóveis da família usados pela empresa sem contrato formal impedem o reinvestimento no crescimento. Esses pontos aparecem na due diligence como fatores de atenção que o comprador usa para reduzir o preço.
Quer discutir governança e sucessão antes de ir a mercado? Fale com a igc.
Erros comuns e riscos na captação de recursos
Evitar erros de preparação e de processo preserva valor na captação. Os deslizes mais frequentes em empresas familiares incluem:
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Começar sem preparação (dívida e equity): informações financeiras desorganizadas, pendências societárias e contingências não mapeadas entregam ao investidor ou ao credor o argumento para reduzir o preço ou impor condições desfavoráveis.
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Faltar clareza sobre o objetivo da captação (dívida e equity): sem saber o objetivo real, fica impossível avaliar se uma proposta atende ao que a família busca ou se a decisão está apenas reagindo ao preço.
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Usar manchetes de negócios como referência de valor (equity): o valor de uma empresa depende do setor, do momento e do comprador certo. Benchmarks de mercado raramente refletem a realidade de uma empresa de médio porte.
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Fechar com a primeira proposta sem testar o mercado (dívida e equity): nenhum comprador ou credor costuma fazer sua oferta máxima quando acredita estar sozinho. A ausência de competição é uma das maiores fontes de valor perdido em captações.
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Negociar só o preço e ignorar a estrutura (equity): parcela à vista, earn-out, garantias e covenants definem o valor real que o empreendedor ou a empreendedora recebe, que costuma ser diferente do número de capa.
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Conduzir conversas sem sigilo (dívida e equity): funcionários, clientes, fornecedores e concorrentes que tomam conhecimento de uma negociação em andamento podem causar danos imediatos e relevantes ao valor da empresa.
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Chegar à due diligence com pendências não resolvidas (dívida e equity): resolver problemas sob pressão, com compradores ou credores na mesa, costuma ser mais caro do que antecipar esses pontos na fase de preparação.
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Confundir patrimônio pessoal com o da empresa (dívida e equity): a mistura entre finanças pessoais e empresariais é uma das hipóteses que pode levar à desconsideração da personalidade jurídica, o que expõe o patrimônio pessoal dos sócios.
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Ir a mercado sem alinhar a família (dívida e equity): o desalinhamento entre sócios sobre preço, permanência, governança futura e destino do negócio aparece rapidamente na due diligence e pode inviabilizar a transação.
Na dívida, os riscos se concentram em outro grupo. Os mais comuns são oferecer garantias além do necessário, aceitar covenants que restringem a operação sem necessidade, não comparar propostas de credores diferentes e assumir uma estrutura de pagamento que não conversa com o ciclo de caixa da empresa. O erro típico não é o preço, é o desenho da operação.
No equity, os riscos estão na condução do processo. Os mais frequentes são abrir o data room cedo demais, negociar com um único interessado, aceitar exclusividade antes de ter clareza sobre o valor e não alinhar a família sobre o que acontece depois da entrada do sócio. Aqui, o erro típico não é o desenho, é a perda de poder de barganha ao longo do processo.
Evitar esses erros é justamente o que separa uma captação que preserva valor de uma que entrega o poder de barganha ao outro lado, e é nesse ponto que a condução do processo faz diferença.
Quer avaliar se a sua empresa está pronta para captar? Marque uma conversa com a igc.
Como a igc partners ajuda a família a captar recursos e preservar o legado
A igc partners é a maior casa de M&A, fusões e aquisições, da América Latina e atua exclusivamente do lado de quem vende, o sell-side, desde 1997, sem conflito de interesses. Sócios conduzem todas as transações, do primeiro contato ao fechamento. São 35 sócios em regime de partnership perpétua, 80% deles formados dentro da própria casa.
O modelo da igc combina especialização setorial de boutique com a escala de uma casa com mais de 550 transações concluídas. A estrutura reúne dez boutiques setoriais dentro de uma só casa, em Agro, Business Services, Consumo, Varejo & Educação, Indústria, IT & Professional Services, Químicos, Real Estate, Saúde, Serviços Financeiros e Tech, cada uma com sócios, associados e analistas dedicados exclusivamente ao setor. A igc é a única casa de M&A com escala e volume para sustentar essa estrutura, que foge do modelo de boutiques de um setor ou de boutiques generalistas com muitos setores.
Para o empreendedor ou a empreendedora familiar que precisa de capital sem se diluir, a igc Capital Solutions estrutura captações de dívida pelo mercado de capitais, como CRI, CRA, debênture, nota comercial e FIDC. São mais de 50 transações de crédito e R$ 3 bilhões captados nos últimos três anos. A conversa começa pela necessidade, e o instrumento vem como consequência. A alavanca central é o processo competitivo entre investidores de crédito.
Para quem considera equity, a igc acessa diretamente mais de 6.000 compradores estratégicos e financeiros no Brasil e no exterior, o que garante um processo competitivo que maximiza o valor. Como visto, mais da metade das transações da igc já envolve players internacionais, o que amplia o universo de compradores para além do mercado local. Marcelo Linhares, da Onfly, resumiu esse alcance: “Se não fosse a igc, não teria captado. Trouxeram investidores para a mesa que a gente nunca teria tido acesso.”
O empreendedor ou a empreendedora não precisa esperar a decisão de venda ou de captação para conversar com a igc. Quanto antes a conversa começar, maior a chance de organizar a empresa para obter o melhor valor no futuro.
Quer dar o próximo passo na captação ou na sucessão da sua empresa familiar? Fale com a igc.