Escrito por: Murilo Oliveira, Sócio, igc partners (https://www.linkedin.com/in/murilo-capellini-carvalho-de-oliveira-702844a1)
Principais lições deste artigo
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Com a Selic elevada e o crédito bancário mais seletivo, empresas de médio porte precisam avaliar alternativas além do banco tradicional para captar recursos em condições competitivas.
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A decisão entre dívida e equity deve considerar custo total, prazo, garantias livres, velocidade e diluição aceitável, e não se limitar à taxa aparente.
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BNDES e PRONAMPE atendem públicos e finalidades distintos: o BNDES financia projetos de investimento de qualquer porte, o PRONAMPE é restrito a micro e pequenas empresas para capital de giro.
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Instrumentos de crédito estruturado, como CRI, CRA, debênture, nota comercial e FIDC, já estão acessíveis ao middle market e permitem captar sem diluição societária quando a empresa tem garantias ou carteira de recebíveis de qualidade.
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Para estruturar a captação ideal para a sua empresa, fale com a igc partners.
As 7 principais fontes de captação de recursos para expansão empresarial
As sete fontes principais de captação para expansão são:
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Crédito bancário: produto padronizado, com taxa definida e garantia exigida.
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BNDES e linhas de fomento: financiamento público para projetos de investimento, com custo potencialmente menor e prazos longos.
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PRONAMPE: linha de crédito federal para micro e pequenas empresas.
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Private equity e venture capital: fundos que entram no capital da empresa com tese de crescimento e horizonte de saída definido.
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Family offices e search funds: investidores patrimoniais e empreendedores que adquirem e operam empresas de médio porte.
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Crowdfunding de equity: captação pulverizada via plataformas reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
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Crédito estruturado via mercado de capitais: CRI, CRA, debênture, nota comercial e FIDC, com captação sem diluição societária.
Glossário de termos essenciais
Alguns termos aparecem ao longo deste guia e merecem uma definição simples:
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Equity: captação por entrada de sócio ou investidor, com diluição da participação do fundador.
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Dívida: captação por empréstimo, financiamento ou emissão de título, sem diluição, com obrigação de pagar juros e principal.
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Diluição: redução percentual da participação do fundador no capital da empresa.
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Garantia livre: ativo que não está comprometido com outra operação de crédito e pode ser usado como lastro.
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EBITDA: lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, usado como medida de geração de caixa operacional.
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Valuation: estimativa do valor de mercado da empresa.
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Due diligence: processo de investigação detalhada da empresa por parte do investidor ou comprador.
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Sell-side: assessoria ao lado de quem vende ou capta.
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Buy-side: assessoria ao lado de quem compra ou investe.
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CRI, certificado de recebíveis imobiliários: título lastreado em créditos imobiliários.
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CRA, certificado de recebíveis do agronegócio: título lastreado em créditos do agronegócio.
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Debênture: título de dívida emitido diretamente pela empresa.
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Nota comercial: título de dívida de estruturação mais simples e rápida que a debênture.
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FIDC, fundo de investimento em direitos creditórios: fundo que compra a carteira de recebíveis da empresa.
Dívida ou equity: os critérios que definem a escolha
A escolha entre dívida e equity define o controle e o risco que o empresário ou a empreendedora assume. Na dívida, o controle da empresa permanece com o fundador, que assume o compromisso de pagar juros e devolver o principal. No equity, o controle e o risco são compartilhados com o investidor, sem obrigação de pagamento periódico.
A tabela abaixo resume as diferenças práticas:
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Critério |
Dívida |
Equity |
|---|---|---|
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Controle |
Mantido pelo empresário |
Compartilhado com investidores |
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Obrigação de pagamento |
Juros e principal |
Sem obrigação de pagamento |
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Garantias |
Exigidas, reais ou fidejussórias |
Não exigidas |
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Diluição |
Sem diluição |
Com diluição da participação |
Os critérios práticos de decisão são: custo total da operação, prazo disponível, garantias livres, velocidade necessária, grau de diluição aceitável e alinhamento estratégico com o investidor. Cada critério influencia os demais. Uma taxa baixa pode vir acompanhada de prazo curto demais ou de garantias que a empresa não possui.
A garantia livre costuma ser o ponto mais sensível. Muitas empresas já comprometeram recebíveis ou imóveis em operações bancárias anteriores. Sem lastro disponível, a estrutura de dívida não avança, e liberar a garantia pode exigir quitar a dívida existente antes.
O crédito de prateleira é o produto padronizado do banco, com taxa definida, prazo fixo e pouca margem para negociação. O crédito estruturado segue lógica oposta. A estrutura parte da necessidade da empresa, como uso do recurso, prazo, garantia disponível e grau de complexidade aceitável, e monta a operação a partir desses elementos. O instrumento surge como consequência dessa conversa, não como ponto de partida.
O momento do setor também pesa na decisão. Quando o múltiplo do setor está deprimido, a diluição fica cara. O empresário entrega uma fatia maior da empresa pelo mesmo valor de captação. Estruturar crédito para financiar a mesma tese permite executar o plano sem diluição e deixar a conversa societária para um momento mais favorável.

A tabela a seguir resume as principais fontes de captação, o perfil de empresa mais adequado a cada uma, a principal vantagem e a principal limitação.
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Fonte |
Perfil indicado |
Principal vantagem |
Principal limitação |
|---|---|---|---|
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Crédito bancário |
Empresas com garantias e fluxo de caixa previsível |
Velocidade e relacionamento |
Custo alto e garantias exigidas |
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BNDES / PRONAMPE |
Empresas elegíveis às linhas públicas |
Custo menor e prazos longos |
Burocracia e limites de valor |
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Private equity / VC |
Empresas com alto potencial de crescimento |
Capital e conhecimento estratégico |
Diluição e exigência de governança |
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Crédito estruturado |
Empresas com garantias reais ou carteira de recebíveis |
Custo potencialmente menor e sem diluição |
Complexidade e prazo de estruturação |
BNDES ou PRONAMPE: qual faz sentido para a sua empresa
Dentro das opções de dívida, duas linhas públicas se destacam pela frequência com que geram dúvidas. As duas linhas de crédito público mais conhecidas no Brasil atendem perfis muito diferentes de empresa e de necessidade, e essa diferença impacta diretamente o planejamento de expansão.
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Critério |
BNDES Automático |
PRONAMPE |
|---|---|---|
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Público-alvo |
Empresas de qualquer porte, produtores rurais, cooperativas, associações |
Microempresas, até R$ 360 mil por ano, e empresas de pequeno porte, de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões por ano |
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Finalidade |
Projetos de investimento, como implantação, ampliação, recuperação e modernização |
Capital de giro, compra de estoque, folha de pagamento e despesas operacionais |
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Limite de crédito |
Até R$ 150 milhões por projeto |
Até R$ 500 mil por CNPJ em 2026, limitado a 50% do faturamento bruto do ano anterior |
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Taxa de juros |
Para micro, pequenas e médias empresas: Taxa do BNDES de 0,75% ao ano, mais custo financeiro e taxa do agente financeiro |
Selic mais 6% ao ano, pós-fixada |
O BNDES Automático financia projetos de investimento, como nova planta, ampliação de capacidade e modernização de instalações, em setores que vão da indústria ao agronegócio. O prazo de carência não pode ultrapassar 3 anos e o prazo total não pode ultrapassar 20 anos. A decisão final sobre aceitar ou recusar propostas cabe ao agente financeiro credenciado. O BNDES não credencia nem indica consultores como intermediários.
O PRONAMPE foi atualizado em 2026 pela Medida Provisória nº 1.355/2026. O teto subiu de R$ 250 mil para R$ 500 mil por CNPJ, o prazo total passou de 72 para 96 meses e a carência dobrou de 12 para 24 meses. A taxa é pós-fixada, Selic mais 6% ao ano, o que, com a Selic em torno de 14% ao ano, resulta em custo próximo de 20% ao ano. O valor liberado é limitado a até 50% do faturamento bruto do ano anterior. A contratação é feita diretamente com bancos e instituições financeiras habilitadas.
A distinção prática é objetiva. O PRONAMPE serve para capital de giro de micro e pequenas empresas. O BNDES Automático serve para projetos de expansão de empresas de qualquer porte. Uma indústria familiar que precisa de investimento em nova planta tende a encontrar resposta no BNDES. Uma microempresa que precisa de capital de giro tende a se encaixar no PRONAMPE.
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Crédito estruturado: como o mercado de capitais chegou ao middle market
O crédito estruturado ampliou o acesso do middle market ao mercado de capitais. Até por volta de 2020, emitir um título era prática restrita a grandes corporações, enquanto a empresa média tomava crédito bancário como produto de prateleira. O movimento começou com a securitização imobiliária e do agronegócio distribuída no varejo, avançou para debêntures e notas comerciais e ganhou escala, a partir de 2025, com os FIDCs. A entrada de family offices e fundos que passaram a buscar o spread que antes ficava concentrado nos bancos acelerou esse processo.
Os principais instrumentos de crédito estruturado disponíveis para o middle market são:
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CRI, certificado de recebíveis imobiliários: título lastreado em créditos imobiliários, indicado para incorporadoras e empresas com ativos imobiliários relevantes, como silos, galpões e plantas industriais.
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CRA, certificado de recebíveis do agronegócio: título lastreado em créditos do agronegócio, indicado para produtores rurais, cooperativas, indústrias de insumos e toda a cadeia do agro.
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Debênture: título de dívida emitido diretamente pela empresa, indicado para empresas com balanço e governança que suportem emissão direta, com captações tipicamente a partir de R$ 50 milhões e prazos de 3 a 15 anos.
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Nota comercial: título de dívida de estruturação mais simples e rápida que a debênture, indicado para necessidades de prazo mais curto ou quando a velocidade pesa mais que o custo.
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FIDC, fundo de investimento em direitos creditórios: fundo que compra a carteira de recebíveis da empresa, indicado para empresas com carteira pulverizada e bons pagadores.
O FIDC merece atenção especial porque é o instrumento que mais cresce no middle market. O patrimônio líquido da indústria de FIDCs no Brasil mais que dobrou em dois anos, passando de R$ 376 bilhões em julho de 2023 para R$ 867 bilhões em abril de 2026. Esse crescimento reflete a maior disponibilidade de recursos para estruturar operações no segmento.
Na sua forma mais simples, um FIDC funciona como uma antecipação de recebíveis. A empresa cede a carteira de recebíveis ao fundo, e essa carteira passa a dar lastro à operação. O que diferencia um FIDC de uma antecipação bancária comum é a possibilidade de o próprio empresário assumir a cota subordinada, que é a fatia que absorve o primeiro risco da carteira, e capturar parte da receita financeira que antes ficava inteira com o banco.

A estrutura se divide em cotas com ordens de prioridade diferentes. A cota sênior, que representa em torno de 80% da estrutura, fica com investidores institucionais. Ela tem prioridade de pagamento e é remunerada a CDI mais um spread. A cota subordinada, em torno de 20%, fica com a empresa ou seus sócios e absorve as primeiras perdas da carteira. O investidor sênior aceita um retorno menor porque está protegido. O empresário aceita o primeiro risco porque conhece seus pagadores melhor do que ninguém. As proporções variam de operação para operação.
A Resolução CVM 175 abriu as cotas de FIDC ao investidor comum, que antes não podia acessá-las. Essa mudança ampliou a base de investidores e aumentou a disponibilidade de recursos para estruturar operações no middle market.
A qualidade da carteira sustenta um FIDC. O porte da empresa importa menos. Dois fatores contam mais: bons pagadores e pulverização. Uma carteira concentrada em um único cliente, por melhor que ele seja, não resolve o problema de risco.
A igc Capital Solutions estruturou mais de 50 operações de crédito nos últimos 3 anos, captando R$ 3 bilhões para empresas dos setores de agro, real estate, indústria, saúde, tecnologia e serviços. Mais de 125 investidores já colocaram propostas em operações de clientes da casa.
Estruture sua captação sem diluir o controle da empresa
Passo a passo para captar recursos para expansão empresarial
Depois de conhecer as fontes e os critérios, o próximo passo é entender como organizar o processo na prática. Na igc, o processo de captação, seja via equity ou via dívida, segue uma lógica estruturada que começa pela necessidade do empresário ou da empreendedora, não pelo instrumento:
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Diagnóstico da necessidade: definir o uso do recurso, o prazo, o retorno esperado e o impacto no fluxo de caixa.
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Preparação da empresa: organizar finanças, governança, quadro societário, garantias livres e plano de negócios.
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Definição do perfil de captação: escolher entre dívida ou equity, banco ou mercado de capitais, com ou sem diluição. Quando o múltiplo do setor está deprimido, a dívida tende a ser a escolha mais racional.
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Mapeamento das fontes: selecionar bancos, BNDES, PRONAMPE, fundos de private equity, venture capital, family offices, search funds e mercado de capitais.
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Abordagem e processo competitivo: apresentar a empresa a múltiplos investidores em paralelo, criar competição real e receber propostas comparáveis, o que aumenta a chance de obter melhores condições.
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Fechamento e acompanhamento: conduzir due diligence, negociar contratos, definir cláusulas de proteção ao investidor, os chamados covenants, e organizar a governança pós-captação.
A igc partners atua exclusivamente no sell-side e estrutura captações de recursos para expansão empresarial com processo competitivo, seja via equity, em rodadas, entrada de sócio minoritário ou recapitalização, seja via dívida, pela igc Capital Solutions, com CRI, CRA, debênture, nota comercial e FIDC.
O empresário ou a empreendedora não precisa esperar a decisão de venda ou de captação para conversar com a igc. Quanto antes a conversa começar, maior a chance de organizar a empresa para obter o melhor valor no futuro.
Erros comuns e boas práticas na captação de recursos
Os erros que mais destroem valor em uma captação costumam estar na preparação e no processo, e não em detalhes técnicos isolados. Esses erros aparecem em sequência e se reforçam.
O primeiro erro é buscar capital sem preparação, com informações financeiras desorganizadas, garantias comprometidas e pouca governança. Esse cenário leva ao segundo erro, que é aceitar a primeira proposta sem testar o mercado. Sem outras propostas na mesa, o empresário ou a empreendedora não tem parâmetro para avaliar se a condição é adequada.

Outro erro recorrente é escolher a fonte errada para o perfil da empresa, como buscar private equity quando uma dívida resolveria a necessidade sem diluir, ou insistir em dívida quando a estrutura de capital já está pressionada. Também é comum ignorar o custo total da operação, que inclui garantias, covenants, prazos e custos de estruturação, e não apenas a taxa de juros. Completa a lista a falta de atenção ao impacto no controle e na governança e a subestimação da due diligence, sem antecipar contingências.
As consequências práticas incluem diluição excessiva, perda de controle, custo financeiro difícil de sustentar e dificuldade de captar novamente no futuro.
Para evitar esses erros, algumas boas práticas fazem diferença:
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Preparar a empresa com antecedência: organizar o financeiro, o societário e as garantias.
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Ter clareza sobre o objetivo da captação: definir o que a operação representa para o negócio.
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Buscar assessoria especializada: estruturar a operação com apoio e criar competição entre investidores.
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Negociar a estrutura completa: avaliar prazos, garantias, covenants e possibilidade de conversão, além da taxa.
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Manter o foco na operação: preservar o desempenho do negócio durante o processo de captação.
Um cliente da igc partners resumiu o impacto desse tipo de processo da seguinte forma:
“Eu descobri coisas na minha empresa que nem eu sabia. Eu diria que empresas familiares deveriam fazer o processo mesmo sem intenção de vender. É aí que você vê o que é realmente valioso na sua empresa. Sem a igc o valor da empresa que vendemos seria entre 20% ou 30% menor.” — Joan Torrent, Oligo Basics (Agro)
A igc partners combina especialização setorial com escala. A casa opera dez boutiques setoriais em agro, business services, consumo, varejo e educação, indústria, tecnologia da informação e serviços profissionais, químicos, real estate, saúde, serviços financeiros e tecnologia, com mais de 6.000 compradores e investidores mapeados, times em São Paulo e Miami e mais de 550 transações concluídas.
Cenários ilustrativos: como a igc partners atuaria
Alguns cenários ajudam a visualizar como a escolha da fonte de capital muda o resultado para o empresário ou a empreendedora.
Cenário 1, indústria familiar que precisa de investimento sem diluir: uma empresa industrial de médio porte precisa financiar uma nova planta, e o fundador prefere manter o controle societário. A igc Capital Solutions estrutura uma operação de CRI, CRA ou debênture, com garantia real sobre o ativo imobiliário ou o estoque, e cria competição entre fundos de crédito, gestoras e family offices para encontrar a melhor combinação de taxa, prazo e garantia exigida.

Cenário 2, empresa de tecnologia em crescimento sem garantias suficientes para dívida: uma empresa de tecnologia com crescimento acelerado precisa de capital para expansão, mas não tem ativos físicos para oferecer como lastro. A igc estrutura uma rodada de venture capital ou a entrada de um sócio minoritário estratégico, posicionando a companhia com a tese adequada para fundos com apetite real por esse perfil.
Cenário 3, empresa de serviços com carteira de recebíveis pulverizada: uma empresa com grande volume de recebíveis de bons pagadores quer antecipar recursos e reduzir o custo de capital. A igc Capital Solutions estrutura um FIDC, com a possibilidade de o empresário assumir a cota subordinada e capturar parte da receita financeira que antes ficava inteira com o banco.
Em todos os cenários, a lógica se mantém. A conversa começa pela necessidade, o instrumento vem depois e o processo competitivo entre investidores é o elemento que altera o resultado.
Perguntas frequentes sobre captação de recursos para expansão empresarial
Reunimos abaixo as dúvidas mais comuns sobre captação de recursos para expansão empresarial.
O que é captação de recursos para expansão empresarial?
Captação de recursos para expansão empresarial é a obtenção de capital externo para financiar o crescimento da empresa. Esse capital pode vir por dívida, como empréstimos, financiamentos ou emissão de títulos, ou por equity, com entrada de sócios ou investidores. A escolha entre as duas modalidades depende do perfil da empresa, da necessidade de capital, das garantias disponíveis e do quanto o empresário ou a empreendedora está disposto a compartilhar o controle.
Qual a diferença entre BNDES e PRONAMPE?
As duas linhas têm públicos e finalidades distintos. O BNDES Automático financia projetos de investimento de empresas de qualquer porte, enquanto o PRONAMPE é restrito a micro e pequenas empresas e foca capital de giro. A seção sobre BNDES e PRONAMPE detalha limites, prazos e custos de cada linha.
O que é crédito estruturado e quando vale a pena?
Crédito estruturado é a captação via mercado de capitais, por meio de CRI, CRA, debênture, nota comercial ou FIDC, desenhada a partir da necessidade específica da empresa e sem diluição societária. Essa alternativa costuma fazer sentido quando a empresa tem garantias reais ou carteira de recebíveis de qualidade, quando o banco encareceu ou fechou a linha ou quando o empresário busca condições melhores do que o crédito de prateleira oferece. A barreira principal costuma ser de entendimento da estrutura, e não de acesso. Empresas de médio porte em setores como agro, real estate, indústria, saúde e serviços já utilizam esses instrumentos com regularidade.
O que é um FIDC e como funciona?
O FIDC é um fundo que compra os recebíveis da empresa. Na prática, ele funciona como uma antecipação de recebíveis em que a carteira cedida dá lastro à operação. Como detalhado anteriormente, o empresário pode assumir a cota subordinada, que absorve o primeiro risco da carteira, e capturar parte da receita financeira. A estrutura exige organizar a informação da carteira, o que costuma melhorar a governança. O que sustenta a operação é a qualidade e a pulverização da carteira, e não o porte da empresa.
Como a igc partners pode ajudar na captação de recursos para expansão empresarial?
A igc partners atua exclusivamente no sell-side e estrutura captações de equity e de dívida. No equity, a casa conduz processos competitivos entre investidores com especialização setorial em dez verticais. Na dívida, a igc Capital Solutions estrutura operações com CRI, CRA, debênture, nota comercial e FIDC. A conversa começa pela necessidade do empresário ou da empreendedora, e o processo competitivo entre investidores, lógica aplicada em fusões e aquisições, é adaptado para a dívida. Mais de 125 investidores já colocaram propostas em operações de clientes da casa.
Conclusão: captar bem é decidir bem
Captação de recursos para expansão empresarial é uma decisão estratégica. O empresário ou a empreendedora que entende os eixos, como dívida ou equity, banco ou mercado de capitais e diluir ou não diluir, e se prepara antes de ir a mercado tende a captar em condições melhores e a preservar o controle do que construiu ao longo dos anos.
Os aprendizados centrais deste guia são diretos:
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BNDES e PRONAMPE atendem perfis diferentes, e confundir as linhas pode gerar custo desnecessário.
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Crédito estruturado via mercado de capitais chegou ao middle market e oferece alternativas concretas ao crédito bancário de prateleira.
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FIDC é o instrumento de maior crescimento no segmento, com patrimônio líquido da indústria que mais que dobrou em dois anos.
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Quando o múltiplo do setor está deprimido, a dívida tende a ser mais eficiente do que o equity.
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Sem processo competitivo entre investidores, não há parâmetro confiável, e a primeira proposta raramente representa a melhor condição disponível.
A igc partners é uma casa de fusões e aquisições que une qualidade de boutique setorial com escala, atuando exclusivamente no sell-side e com uma frente de crédito estruturado, a igc Capital Solutions, para quem precisa de capital e prefere não diluir.
São dez boutiques setoriais dentro de uma só casa, em agro, business services, consumo, varejo e educação, indústria, tecnologia da informação e serviços profissionais, químicos, real estate, saúde, serviços financeiros e tecnologia, com mais de 6.000 compradores e investidores mapeados e times em São Paulo e Miami.
Para estruturar a captação ideal para a sua empresa, fale com a igc partners.