Segundo a Mergermarket, a igc é a líder em M&A sell-side na América Latina

Tempo de leitura
5 minutos
Data
Jul 6, 2026
Autor
Murilo Oliveira — Sócio, igc Partners
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A igc é a líder em M&A sell-side na América Latina, com 118 transações concluídas nos últimos cinco anos, segundo o ranking da Mergermarket. Este artigo explica o que esse ranking mede, por que ele é usado como referência e o que uma liderança construída sobre volume consistente significa para quem pensa em vender uma empresa.

O que o ranking da Mergermarket mede?

A Mergermarket é uma das principais bases internacionais de dados sobre fusões e aquisições, usada por investidores, assessores e imprensa especializada para acompanhar o mercado. Entre os seus produtos estão os rankings de assessores financeiros, que ordenam as casas pelo número de transações concluídas em um período e em uma região. É um critério objetivo: conta negócios efetivamente fechados, não intenções, anúncios ou mandatos em andamento.

No recorte de assessoria a vendedores, o sell-side, na América Latina, considerando o acumulado dos últimos cinco anos, a igc aparece na liderança, com 118 transações concluídas. É uma posição construída negócio a negócio, ao longo de um ciclo completo de mercado, com momentos bons e difíceis.

O que significa liderar em sell-side?

Sell-side é a assessoria a quem vende. A casa que atua exclusivamente nesse lado representa apenas o vendedor, sem carteiras de compradores para atender ao mesmo tempo, o que elimina uma fonte clássica de conflito de interesses. Liderar esse recorte significa, na prática, ter conduzido mais processos de venda concluídos do que qualquer outra casa da região no período.

Cento e dezoito transações em cinco anos representam um ritmo de aproximadamente duas vendas concluídas por mês, de forma contínua. Esse tipo de consistência não acontece por acaso: exige método, equipe e um fluxo permanente de compradores ativos olhando para os mandatos da casa.

Por que volume consistente diz mais do que mega-negócios?

Rankings de valor movimentado são dominados por poucos negócios gigantes, muitas vezes concentrados em setores como energia e infraestrutura. Eles medem o tamanho dos cheques, não a frequência com que uma casa conduz processos até o fim. Já o ranking por número de transações mede repetição: quantas vezes o método foi aplicado e chegou ao fechamento.

Para o empresário de uma empresa de médio ou grande porte, essa distinção importa. Quem vai vender uma vez na vida se beneficia de um assessor que negocia todos os meses, que já viu dezenas de variações de due diligence, de estrutura e de impasse contratual, e que conhece o comportamento real dos compradores, não apenas a teoria.

Como essa liderança se traduz no processo de venda?

Primeiro, em leitura de mercado: quem fecha transações continuamente sabe quem está comprando de fato, em quais setores e a que condições, sem depender apenas de manchetes. Segundo, em acesso: são mais de 6.000 compradores mapeados no Brasil e no exterior, e mais da metade das transações da casa envolve players estrangeiros. Terceiro, em poder de comparação: a experiência acumulada em mais de 500 transações desde 1997 permite reconhecer rapidamente o que é uma boa proposta e o que é uma proposta apenas aparentemente boa.

Na prática: como usar rankings ao escolher um assessor?

Rankings são úteis quando lidos com critério. Ao avaliar qualquer casa, vale perguntar três coisas: qual é a fonte do número apresentado, qual é o período considerado e o que exatamente foi contado, se transações concluídas, anunciadas ou simplesmente mandatos assinados. Afirmações de liderança sem fonte, período e critério dizem pouco.

Vale também cruzar o ranking com o que interessa ao seu caso: a casa atua no seu porte de empresa, conhece o seu setor, e quem vai conduzir o processo no dia a dia? Um bom histórico agregado é condição necessária, não suficiente. A conversa direta com quem conduzirá a transação revela o resto.

O que a liderança não substitui?

Nenhum ranking fecha uma transação sozinho. Cada venda é única, e o resultado de cada processo continua dependendo da qualidade do ativo, da preparação da empresa e da condução caso a caso. A posição no ranking da Mergermarket descreve o histórico recente da igc, não uma garantia sobre qualquer transação futura, e é assim que ela deve ser lida: como evidência de método aplicado com consistência, a serviço de cada novo cliente.

O que a liderança significa, na visão da casa

Para a igc, a posição no ranking da Mergermarket é consequência de um modelo, não um objetivo em si. A casa atua exclusivamente no sell-side desde 1997, com os sócios conduzindo pessoalmente cada processo, de dono pra dono, e com especialização setorial que orienta a quem cada empresa deve ser apresentada.

São 34 sócios, mais de 500 transações concluídas e operação em São Paulo e Miami. A liderança em número de transações na América Latina, no acumulado dos últimos cinco anos segundo a Mergermarket, reflete esse método aplicado com consistência, empresa por empresa.

Perguntas frequentes

Quem é o líder em M&A sell-side na América Latina?

Segundo o ranking da Mergermarket, considerando o número de transações concluídas nos últimos cinco anos, a igc lidera a assessoria sell-side na América Latina, com 118 negócios fechados no período.

O que é a Mergermarket e por que o ranking dela é referência?

É uma base internacional de dados de fusões e aquisições usada por investidores, assessores e imprensa. Seus rankings contam transações efetivamente concluídas, com critério e período definidos, o que os torna comparáveis e verificáveis.

Liderar em número de transações é diferente de liderar em valor movimentado?

Sim. O valor movimentado é dominado por poucos negócios gigantes; o número de transações mede a frequência com que uma casa conduz processos até o fechamento. Para empresas de médio e grande porte, a consistência costuma ser o dado mais relevante.

O ranking considera só o Brasil ou toda a América Latina?

O recorte citado é a América Latina. A igc atua a partir de São Paulo e Miami, com forte presença de compradores internacionais nas transações que conduz.

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